Introdução
Primeiramente, você já deve ter ouvido falar que o sistema VRF ou VRV é o mais moderno, eficiente e flexível no mundo da climatização. E é verdade. Mas quando o assunto é instalação de VRF, nem tudo está nos manuais. sim, pois muitos detalhes fundamentais são ignorados ou subestimados, o que pode comprometer seriamente o desempenho do sistema e gerar dores de cabeça para o cliente e o instalador.
Neste artigo, você vai descobrir o que realmente precisa saber sobre instalação de VRF ou VRV, incluindo aqueles pontos que ninguém te conta, mas que fazem toda a diferença no sucesso da instalação. Eu me sinto completamente à vontade para ajudar você leitor nesta tarefa, afinal, lido com este produto faz mas de 25 anos.
O que é o sistema VRF e por que a instalação exige atenção especial?
VRF significa “Fluxo de Refrigerante Variável”. Assim, como VRV significa “Variable Refrigerant Volume”, e é um nome registrado da Daikin. Trata-se de um sistema com capacidade de modular a vazão de refrigerante, entregando climatização sob medida para múltiplos ambientes, à cada momento.
A instalação de um sistema VRF exige:
- Planejamento detalhado do projeto;
- Conhecimento técnico avançado; Nem tão avançado assim, basta se instruir!
- Atenção rigorosa a cada etapa, desde o dimensionamento até o start-up. Aliás, é um conceito que está dentro de outro muito importante, que é o comissionamento da instalação.
- Credenciamento da instaladora pelo fabricante. Sem isso, nada acontece!

Pontos mais críticos que ninguém te conta na instalação de VRF
1. Vácuo mal feito compromete tudo
Não adianta ter um equipamento de ponta se o vácuo for mal executado. Assim, um sistema com umidade interna ou gases não condensáveis vai apresentar falhas, consumo elevado e queima prematura de componentes. Claro, ia me esquecento, desgaste enorme para alguém, inclusive financeiro!!
Dica: use manifold digital, tubos de cobre conectados à bomba ao invés de mangueiras, registre o tempo e a profundidade do vácuo, e sempre utilize uma bomba compatível com o volume da rede. Quanto maior a bomba de vácuo, melhor.
2. Isolamento térmico é mais do que acabamento
Tubulações mal isoladas geram perda de eficiência e condensações indesejadas. Especialmente, em VRV, onde as distâncias são maiores, o isolamento térmico correto é ainda mais importante, acredite.
3. Carga de fluido refrigerante precisa ser precisa
Cada grama importa. Como consequência de carga errada, baixa ou alta, temos alarmes falsos, baixo rendimento e muitos outros problemas.
4. Solda com Nitrogênio
Eis um ponto polêmico. Todavia, saiba que soldas de tubos de cobre sem a passagem de Nitrogêno (N2), prejudicam a instalação a médio e logo prazo. Isso porque quando não é utilizado o Nitrogênio no processo de soldagem, chamado de “atmosfera protegida”, protegida do Oxigênio que forma a borra, obviamente, os detritos grudados na parede do tubo de cobre se solta e vão parar em válvulas de expansão e/ou compressores. Veja esta figura abaixo:

Checklist essencial para a instalação correta de VRF
- Projeto técnico com trajeto de tubulações definido;
- Diâmetros de tubos compatíveis com o manual da marca;
- Calandragem e flangeamento sem rebarbas;
- Sistema de dreno com declividade contínua;
- Interligação elétrica conforme diagramas;
- Comunicação de dados com cabo blindado;
- Start-up com software da marca (Service Checker ou similar); Geralmente feito pelo próprio fabricante.
- Registro fotográfico e relatório de comissionamento.
Erros mais comuns em instalações VRF
- Inverter a linha de líquido e gás. Que é um erro crasso!
- Montar dreno sem respiro ou sifão; Principalmente em drenos de grandes evaporadores dutados, com potentes ventiladores.
- Não usar cabo blindado na comunicação; E quando usado, instalam como fosse um “varal” ou então “pé de galinha”
- Passar o cabo de dados junto com a alimentação elétrica de média ou alta tensão. Muito comum isso.
- Não seguir o sentido de fluxo ao instalar ramais. Na verdade, não seguir o fluxograma fornecido pelo projeto.
Diferenciais que valorizam sua instalação
- Uso de ferramentas específicas (flangeador excêntrico, manovacuômetro digital, alicate amperímetro True RMS);
- Teste de estanqueidade com nitrogênio antes do vácuo; Principalmente para testar as soldas feitas nos refnet ( citado)
- Cálculo e aplicação precisa da carga adicional de fluido refrigerante.

Capacitação é tudo
Instalar VRF não é para qualquer um. Cursos específicos das marcas, prática em campo e conhecimento de normas técnicas são indispensáveis. Além disso, manter-se atualizado com as novidades tecnológicas é um diferencial competitivo. Eu mesmo ministro um treinamento.
Conclusão
Em suma, a instalação de um sistema VRF exige mais do que seguir manuais: requer visão técnica, experiência e compromisso com a excelência. Agora que você conhece os segredos que ninguém te conta, está pronto para fazer instalações que realmente entregam performance e durabilidade.
Dê uma olhada no canal do Youtube!
Eu fico por aqui.
Abs



























































