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Sinais de falha em sistemas VRV: quando a manutenção corretiva é urgente

Sinais de falha em sistemas VRV: quando a manutenção corretiva é urgente

Introdução

Sistemas de ar-condicionado do tipo VRV (Volume de Refrigerante Variável) são modernos, eficientes e altamente confiáveis. No entanto, como qualquer tecnologia complexa, eventualmente apresentam falhas que exigem atenção imediata. Assim, identificar os sinais corretos e saber quando agir pode ser a diferença entre um reparo simples e uma grande dor de cabeça.

Neste artigo, você vai aprender quais os principais sintomas de falhas em sistemas VRV, o que cada um pode indicar e quando a manutenção corretiva deve ser acionada com urgência. Um conteúdo essencial para técnicos, instaladores e gestores de manutenção predial.

O que é manutenção corretiva em sistemas VRV?

Então, diferente da manutenção preventiva ou preditiva, que atuam de forma programada, a manutenção corretiva é acionada quando o sistema já apresenta falhas, seja total ou parcial.

Em sistemas VRV, ela pode envolver desde simples trocas de sensores até a substituição de compressores ou placas eletrônicas. Aliás, em muitos casos, o diagnóstico rápido é decisivo para evitar maiores danos e prejuízos.

Sinais de falhas em Sistemas VRV

Quais os principais sinais de que há algo errado?

Conhecer os sintomas comuns de falhas em sistemas VRV é vital para agir com precisão. Abaixo, listamos os sinais mais frequentes que exigem ação imediata:

1. Alarmes frequentes aparecendo e ás vezes, desaparecendo expontâneamente

Se o display do controle remoto, ou tela de controles centralizados ou ainda, em telas da automação, indica códigos de erro com frequência, algo não está normal. Pode ser falha de sensor, erro de comunicação ou baixa de pressão no sistema. Dessa forma, a intermitência do aparecimento dos códigos de erro significa um aviso de que problemas maiores estão por vir.

2. Diferença de temperatura no ambiente

Quando algumas áreas climatizadas não atingem a temperatura programada, é um forte indício de desequilíbrio no sistema. E isso pode estar relacionado a válvulas, sensores ou carga de refrigerante, que é um pouco mais difícil de resolver.

3. Unidades internas desligando sozinhas

Esse sintoma pode apontar problemas de drenagem, obstrução de fluxo de ar ou falha de comunicação entre unidades.

4. Unidades externas ruidosas ou com funcionamento irregular

Ruídos anormais, paradas repentinas ou funcionamento contínuo em carga total indicam possível falha de compressor, sensor de pressão ou módulo inverter.

5. Vazamento de óleo ou gás refrigerante

Qualquer sinal de vazamento visível é um alerta crítico. Portanto, nesses casos, a manutenção corretiva deve ser imediata.

6. Aumento no consumo de energia

Da mesma forma, uma conta de luz mais alta que o esperado pode ser sinal de que o sistema está operando com baixo rendimento ou falha nos ciclos de compressão. E isso requer averiguação mais detalhada.

Causas mais comuns de falha em VRV

Falhas em sistemas VRV normalmente têm origem em um desses fatores:

  • Instalação mal feita. Na verdade é a pior coisa que pode acontecer.
  • Falta de manutenção preventiva. Pois então, VRV precisa de acompanhamento via PMOC.
  • Obstruções em linhas de dreno. Trata-se de um problema comum.
  • Má comunicação entre as unidades. Especialmente se estiver presente o código de erro “U4”.
  • Sobrecarga térmica. Claro, aqui, passa pelo dimensionamento do projetista, pelo cálculo de carga térmico previsto.
  • Carga incorreta de refrigerante. Todavia, este quesito não deveria acontecer, principalmente porque quase sempre o fabricante está presente no Start Up.
  • Placas danificadas por surtos elétricos. De fato, é um problema em todas as regiões do País. Inclusive além do surto, externo, pode ocorrer o curto, interno. Sim, um simples lagartixa que entra na caixa elétrica da máquina provoca a pane.

Como agir diante de uma falha?

Passos básicos em uma manutenção corretiva de VRV:

  1. Analisar o histórico de funcionamento e alarmes. O histórico informa muita coisa, não o despreze.
  2. Verificar os códigos de erro nos controladores **
  3. Testar sensores, módulos e placas com instrumentos adequados.
  4. Checar pressões e temperaturas reais do sistema.
  5. Confirmar o estado de comunicação entre as unidades internas e externas.
  6. Avaliar a integridade das conexões elétricas e aterramento.
  7. Fazer correções, substituições e ajustes conforme o diagnóstico.

** Códigos de erro ficam na memória de alguns controles. O último ocorrida é encontrado facilmente e existem também controles capazes de mostrar os últimos erros ocorridos, que é o caso do controles individuais com fio do VRV da Dakin.

⚠️ Importante: A manutenção corretiva só deve ser realizada por profissionais qualificados e com conhecimento específico em sistemas VRV. Some-se a isso que muitos clientes contratam somente empresas credenciadas do fabricante. Do contrário, o risco de agravamento da falha é alto.

Em caso de sinais de falha em sistemas VRV Daikin observe o erro:

  1. A e C = Dizem respeito a problemas nos evaporadores. A princípio mais simples, por exemplo: A3 que é um problema da bomba de dreno ou da tubulação de dreno.
  2. U = Problema referente ao sistema como um todo. Por exemplo “U4” que é falha na transmissão do sinal.
  3. E,F,H e J = Estes aparecem para indicar a atuação (ou defeito) de um dispositivo de segurança. Por exemplo: F3 que segundo o manual de serviços VRV Dakin significa “alta temperatura no tubo de descarga de compressor”. Em outras palavras, há insuficiência de fluido refrigerante. Então, dê atenção especial a estes códigos porque representam um “aviso” que o equipamento está te dando.
  4. L e P = Agora, estes são mais graves pois dizem respeito ao sistema inversor, isto é, compressor inverter ou placa inverter. E seja qual for o problema na parte inversora exige dedicação imediata, mesmo porque, o equipamento já está parado.

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Quando a manutenção corretiva é urgente?

Há situações que não podem esperar. Se algum dos itens abaixo estiver ocorrendo, interrompa o funcionamento e acione uma equipe técnica imediatamente:

  • Vazamento visível de óleo ou gás refrigerante
  • Desarme frequente da unidade externa
  • Falhas que envolvem o compressor
  • Código de erro “U0”, “U4”, “J6”, “L8”, “L9”, “LC” (em sistemas Daikin, por exemplo)
  • Superaquecimento em componentes eletrônicos ao ponto de percepção externa.
  • Queima de placas inverter em sequência. Isso é gravíssimo, mesmo porque o preço dessas placas é alto.

Quanto antes for feita a intervenção, menor o risco de dano total ao sistema e de interrupção prolongada do sistema.

Sinais de falha em sistemas VRV: quando a manutenção corretiva é urgente

Como evitar falhas futuras?

A melhor forma de evitar manutenções corretivas frequentes é implementar um plano de manutenção preventiva rigoroso. Isso inclui:

  • Limpeza regular dos filtros e serpentinas
  • Checagem de sensores e válvulas
  • Monitoramento remoto (se disponível)
  • Análise de desempenho mensal, bimestral, semestral.

Além disso, usar peças originais e seguir os procedimentos recomendados pelo fabricante são práticas que fazem toda a diferença no tempo de vida útil do equipamento.

A verdade Nua e Crua: Se o projeto e principalmente a instalação forem bem feitos, a vida útil dos equipamentos será longa. Infelizamente o contrário também é verdadeiro!!

Conclusão

A manutenção corretiva em sistemas VRV é inevitável em algum momento da vida útil do equipamento. No entanto, quando os sinais são identificados cedo e a ação é rápida, o impacto financeiro e técnico é muito menor.

Se você atua com VRV e quer manter os sistemas dos seus clientes funcionando sem surpresas, o caminho é claro: atenção aos sinais e intervenção qualificada sempre que necessário.

Conte com uma equipe técnica treinada, bons instrumentos de diagnóstico e um olhar atento.

Por fim, a última dica: Não despreze códigos de erro que aparecem e desarecem, principalmente se for E,F, H ou J. Pode ser um aviso de que algo bem mais grave está por vir.

Eu fico por aqui.

Eng. João Agnaldo Ferreira

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