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É possível limitar a temperatura mínima e máxima para os usuários de uma instalação com VRV?

É possível limitar a temperatura mínima e máxima para os usuários de uma instalação com VRV?

Entenda como controlar os limites de temperatura e garantir conforto, eficiência e proteção do sistema

Sistemas VRV (ou VRF) são soluções inteligentes e altamente flexíveis de climatização. No entanto, uma das dúvidas mais comuns entre instaladores, gestores prediais e integradores de automação é: “É possível limitar a temperatura mínima e máxima para os usuários de uma instalação com VRV?”

Então, a resposta é sim. E o processo não apenas é possível, como altamente recomendável em muitos cenários. Neste artigo, vamos mostrar como isso funciona, por que essa limitação pode ser essencial e de que forma é possível fazer isso na prática, seja por controle local, central ou por meio da automação.

Por que limitar a temperatura em sistemas VRV?

Antes de falar de como, é essencial entender o porquê.

Limitar a temperatura mínima e máxima em um sistema VRV traz vantagens técnicas, operacionais e econômicas. Veja abaixo os principais motivos:

1. Evitar consumo excessivo de energia

  • Usuários tendem a configurar o sistema em extremos térmicos (ex: 16°C no verão ou 30°C no inverno), o que força o equipamento a trabalhar continuamente. Aliás, essa é a maior reclamação da chefia, daqueles que pagam a conta de energia elétrica.
  • Com limites bem definidos, é possível manter o conforto e ao mesmo tempo preservar a eficiência energética da instalação.

2. Garantir durabilidade dos equipamentos

  • O esforço térmico contínuo, gerado por setpoints muito baixos ou altos, acelera o desgaste de componentes.
  • Ao impor uma faixa operacional, o sistema trabalha com menos estresse mecânico, aumentando sua vida útil.

3. Conservar o conforto de todos os usuários

  • Em ambientes compartilhados, como escritórios ou hotéis, configurações extremas geram desconforto coletivo.
  • Uma faixa de temperatura mínima e máxima padronizada contribui para o bem-estar geral. Embora sempre tem um ou outro em desconforto, isso é praticamente impossível de resolver completamente em um ambiente lotado de gente.

4. Evitar bloqueio de condensadoras por falhas

  • Temperaturas muito baixas em ambientes pequenos podem causar baixa vazão de ar, resultando em falhas por proteção do sistema. Inclusive existe risco de congelamento de serpentinas. Claro, o VRV tem defesa para isso, e a defesa é justamente a atuação de um dispositivo de segurança, um sensor de baixa pressão por exemplo, pode acionar nessas ocasiões.
  • O controle de setpoint previne essas falhas operacionais.

Como limitar a temperatura mínima e máxima em sistemas VRV?

Agora que você entendeu as vantagens, vamos mostrar as formas práticas de implementar esse controle em um sistema VRV.

1. Pelo controle remoto individual

Alguns controles remotos com ou sem fio (da Daikin, Fujitsu, LG ou Mitsubishi) permitem configurar:

  • Limite mínimo de setpoint (ex: 22°C)
  • Limite máximo de setpoint (ex: 26°C)

Essa configuração é feita no próprio controle, acessando menus específicos com combinações de teclas ou códigos de acesso técnico.

Atenção: nem todos os modelos oferecem essa função. Assim, verifique no manual técnico ou com o fabricante.

2. Via central de controle (intelligent touch, BACnet, etc.)

Soluções de gerenciamento central (como o intelligent touch da Daikin ou centrais de comando LG AC Smart) permitem:

  • Definir faixas de temperatura por unidade interna
  • Bloquear o acesso do usuário a certos parâmetros. Aqui está um ótima opção para não permitir que todos tenham acesso à mudança de temperatura, permintindo que apenas alguém autorizado o faça.
  • Criar perfis de uso por horário ou zona

Esses recursos são ideais para hotéis, escritórios ou escolas, onde é necessário manter padronização e disciplina térmica.

3. Com automação predial (BACnet, Modbus, KNX)

Se o sistema VRV está integrado a uma plataforma de automação predial, os limites de temperatura podem ser:

  • Programados remotamente por software
  • Diferenciados por área, horário ou ocupação
  • Associados a sensores de presença ou janela aberta

A lógica de controle pode ainda ser combinada a regras de eficiência energética, ajustando os setpoints de forma automática e inteligente. Ou seja, a automação permite muito mais do que simplesmente limitar as faixas de temperaturas.

Como escolher os limites ideais de temperatura?

A resposta depende do perfil de uso e da zona de conforto térmico de cada instalação. Mas existem boas práticas recomendadas:

  • Resfriamento: limitar entre 22°C a 25°C costuma ser suficiente para conforto e eficiência.
  • Aquecimento: limitar entre 23°C a 27°C evita o consumo exagerado e mantém o ambiente agradável. Pelo menos para a grande maioria de usuários. Lembre-se, são apenas recomendações, existe uma subjetividade grande quando falamos de temperatura de conforto.

Claro, sempre vale considerar as normas técnicas, como a ASHRAE 55 ou recomendações da ABNT para conforto térmico. Se bem que “ninguém” está muito interessado em normas quando está passando calor, ou frio demais!

Quem define esses limites: técnico, gestor ou usuário?

Depende de como a instalação foi concebida.

  • Em residências, normalmente o próprio usuário, proprietário, decide.
  • Em ambientes corporativos, o gestor predial ou de TI determina os limites.
  • Em hotéis, clínicas ou edifícios públicos, essa responsabilidade é compartilhada entre equipe técnica, integradores e manutenção.

O ideal é que o instalador já deixe os limites configurados na entrega técnica da instalação, explicando, a quem de direito, a sua importância.

Dicas práticas para instaladores e gestores

  • Use manuais técnicos ou de engenharia dos controles para descobrir como aplicar as limitações.
  • Configure senhas ou bloqueios de acesso para evitar que usuários finais alterem os parâmetros.
  • Registre os limites no manual de operação da edificação. Também é possivel registrar em PMOC.
  • Sempre explique o motivo dos limites para os usuários: conforto com economia. De forma “democrática”.

Conclusão: sim, você pode (e deve) limitar a temperatura em um VRV

Portanto, voltando à pergunta do início: “É possível limitar a temperatura mínima e máxima para os usuários de uma instalação com VRV?” Pois bem, a resposta é sim, sem dúvidas. E mais do que isso: você deve fazer isso sempre que possível.

Em suma, com as ferramentas adequadas e o conhecimento certo, é possível oferecer conforto, eficiência energética, proteção dos equipamentos e controle total sobre a operação térmica do ambiente.

Então, se você trabalha com projetos, instalação ou manutenção de sistemas VRV, não deixe de explorar e aplicar essa funcionalidade. Da mesma forma, reiteramos que é possível controlar parâmetros desde os controles remotos individuais, sem ou com fio e mais ainda, nos controles centrais. Some-se a isso, a poderosa ferramenta que é uma automação, permitindo o monitoramento de muitos parâmetros e não somente os limites de temperatura de conforto.

Eu fico por aqui!

Abs

João Agnaldo Ferreira

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