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Seu projeto de Sistema VRF pode estar sabotando a eficiência, veja os pontos críticos

7 ERROS GRAVES EM PROJETOS DE SISTEMA VRF QUE AUMENTAM CONSUMO E QUEBRAS

Projetos de Sistema VRF prometem eficiência energética, conforto térmico e controle preciso. No entanto, na prática, muitos sistemas falham em entregar esses benefícios. De maneira que o motivo quase nunca está no equipamento. Na maioria dos casos, o problema nasce ainda na fase de projeto.

Neste artigo, você vai entender quais são os 7 erros mais graves em projetos de VRF, porque eles acontecem e, principalmente, como evitá-los. Este conteúdo é essencial para projetistas, engenheiros, instaladores e tomadores de decisão que atuam com HVAC profissional.

🔧 Erro 1: Dimensionamento Incorreto da Carga Térmica

Pois bem, esse é, disparado, o erro mais comum, e o mais caro. Uma vez que qualquer tentativa de corrigir isso é onerosa, sem falar que é altamente desgastante.

Muitos projetos de VRF ainda utilizam:

  • Métodos simplificados demais, e sem noção alguma.
  • Estimativas genéricas, provenientes da prática diária de instaladores de split…..
  • Ou, pior, “cópia” de projetos anteriores

Por que isso é um problema?

Um sistema VRF/VRV é extremamente sensível à carga térmica real. Desse modo, quando ela é mal calculada:

  • O sistema opera fora do ponto ideal
  • O consumo de energia aumenta
  • A vida útil dos compressores cai drasticamente

Como evitar

  • Utilize cálculo de carga térmica detalhado (hora a hora)
  • Considere ocupação real, equipamentos, insolação e envoltória
  • Nunca superdimensione “por segurança”

👉 Seja como for, em VRF ou VRV, excesso de capacidade também é erro. Claro, é um erro em qualquer tipo de condicionador, o problema é que, aqui, o alto valor agregado é determinante.

7 ERROS GRAVES EM PROJETOS DE SISTEMA VRF QUE AUMENTAM CONSUMO E QUEBRAS

⚡ Erro 2: Ignorar o Fator de Simultaneidade/Diversidade

Antes de mais nada, saiba que o VRF foi criado para trabalhar com diversidade de carga, não com 100% de demanda simultânea “full time”. Embora a faixa de uso seja, na maioria dos fabricantes, seja de 50% a 130%, a não simultaneidade é parte do projeto do produto.

Mesmo assim, muitos projetos assumem que:

  • Todas as evaporadoras funcionarão ao mesmo tempo
  • Todas estarão em carga máxima

Consequências diretas

  • Certamente, um sistema superdimensionado
  • Investimento inicial inflado
  • Baixa eficiência em carga parcial (onde o VRF deveria brilhar). Aliás, muito cuidado em cargas baixíssimas, lembre-se de que compressores inverter também têm limite mínimo de demanda para poder operar (frequência em Hz)

Boas práticas

  • Aplicar corretamente o fator de simultaneidade
  • Analisar o perfil real de uso do edifício
  • Ajustar a razão entre capacidade instalada e capacidade demandada

🌡️ Erro 3: Desconsiderar o Controle de Umidade

Um erro clássico em projetos de VRF para:

  • Escritórios
  • Clínicas
  • Hotéis
  • Ambientes com alta densidade de pessoas

O problema

O VRF é excelente no controle de temperatura, mas não foi projetado para controle primário de umidade.

Portanto, quando isso é ignorado:

  • O ambiente fica frio e úmido
  • Há desconforto térmico
  • Surgem mofo, odores e reclamações

Solução correta

  • Em primeiro lugar, integrar sistemas dedicados de ar externo (DOAS). Por exemplo, caixa de ventilação com bateria de filtros, baterias de aquecimento, e rede de dutos de distribuição de ar externo tratado etc. mas, esse é um assunto para um próximo post.
  • Em segundo lugar, tratar a carga latente separadamente
  • E por último, usar o VRF para o que ele faz melhor: carga sensível e para conforto térmico humano!!

🧮 Erro 4: Desrespeitar Limites de Tubulação e Desnível

Cada fabricante de VRF define limites claros para:

  • Comprimento total de tubulação
  • Distância entre evaporadoras
  • Desníveis máximos
  • Em destaque, a distância máxima entre a 1ª ramificação (refnet) e o evaporador mais distante. Esse limite é CRÍTICO, e costuma ser “esquecido”.

Todavia, ignorar esses limites é pedir para ter problema.

O que acontece na prática

  • Retorno inadequado de óleo. Assim, o compressor literalmente “seca”.
  • Falhas recorrentes
  • Alarmes, códigos de erros constantes
  • Queima prematura de componentes. Por exemplo, compressor inverter, componente fundamental e dos mais onerosos.

Regra de ouro

  • Sempre projetar dentro dos limites de cada fabricante
  • Nunca “forçar” soluções em campo
  • Ajustar layout arquitetônico ao sistema, e não o contrário. Bom, muita gente mesmo não entende isso!!!

🔄 Erro 5: Má Setorização das Evaporadoras

Setorizar errado é um erro silencioso, e devastador.

Exemplos comuns

  • Ambientes com cargas muito diferentes no mesmo circuito
  • Salas internas e fachadas no mesmo grupo
  • Ambientes com horários de uso distintos compartilhando controle remoto.

Impactos

  • Antes de qualquer coisa, oscilações de temperatura
  • Reclamações constantes de usuários
  • Sistema operando sempre compensando erros

Obs.: Então, não há balanceamento que resolva isso!!

Como projetar corretamente e evitar erros em projeto VRF

  • Antes de tudo, setorizar por carga térmica
  • Setorizar por uso
  • Setorizar por orientação solar/carga térmica maior, lado de incidência.

🧠 Erro 6: Falta de Integração com Automação e BMS

Sobretudo em edifícios médios e grandes, VRF sem automação é desperdício, sem dúvida.

Mesmo assim, muitos projetos:

  • Ignoram integração com BMS
  • Usam apenas controles locais
  • Não monitoram desempenho. O que significa “jogar dinheiro pela janela”.

O que se perde

  • Diagnóstico preventivo
  • Otimização energética
  • Histórico de falhas
  • Gestão eficiente do sistema
  • Aumento de vida útil de equipamentos

Melhor abordagem

  • Prever integração desde o projeto
  • Utilizar gateways oficiais. Na verdade, o projetista é sempre o protagonista, ou seja, ele determina qual tipo de automação para determinado projeto.
  • Pensar o VRF como parte do ecossistema predial

🧯 Erro 7: Projeto sem Foco em Manutenção e Operação

Um projeto tecnicamente correto pode falhar se for:

  • Difícil de manter
  • Pouco acessível
  • Confuso para o usuário

Erros comuns

  • Evaporadoras sem acesso adequado. Erro clássico.
  • Condensadoras mal posicionadas
  • Falta de documentação clara. Reforço aqui que com sistemas VRV/VRF de qualquer porte, documentação é tão importante quanto o projeto em si!!

Consequência (….”jogando dinheiro pela janela”…)

  • Manutenção negligenciada
  • Aumento de falhas
  • Perda de eficiência ao longo do tempo. Isto é, vida útil drasticamente reduzida.

✅ Conclusão: VRF/VRV Não Perdoa Projeto Malfeito

Em suma, o Sistema VRF é extremamente eficiente, isso quando bem projetado.
Por outro lado, ele amplifica erros em projeto como poucos sistemas fazem.

Assim, evitar esses 7 erros significa:

  • Menor consumo de energia
  • Menos paradas
  • Maior vida útil
  • Clientes mais satisfeitos

No fim das contas, o sucesso do VRF começa no papel, não na obra.

Abr

Eng. João Agnaldo Ferreira

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